Esta página foi criada com objetivo de ser espaço de reflexão e contribuir na organização dos trabalhadores técnico-administrativos em educação da Universidade Federal de Santa Catarina, na discussão sobre a representação dos TAEs nas instâncias da Universidade. Seja bem vindo!
Ficha de filiação ao SINTUFSC
sexta-feira, 1 de abril de 2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
Portas abertas: vez e voz aos TAEs
“TAES
livres: abrindo as portas”,
muito além de um simples nome, representa uma atitude!
Historicamente os TAEs não tiveram seus posicionamentos levados em
consideração na UFSC. As decisões foram e continuam sendo tomadas
nos altos escalões sem a participação dos principais interessados
nas decisões. Mas não devemos ter a ilusão de que as portas se
abrirão por si só. Temos que abri-las!!! Para abrir as portas para
democracia de fato, isonomia, condições dignas de trabalho é
mister que nos posicionemos diante dos desmandos autoritários e
retrógrados. Termos audácia para romper com o retrocesso e abrir as
portas com determinação e coragem.
Não
devemos ter ilusões de que nossa representação fará toda a
diferença. O número de cadeiras destinadas aos TAEs nos órgãos
deliberativos centrais é insuficiente para possibilitar qualquer
mudança de vulto na UFSC. Sozinhos temos pouquíssima capacidade de
influência. Mas isso não quer dizer que não possamos agir para
fazer algo. No decorrer da nossa última gestão no CUn nossa
representação barrou a tentativa da reitoria de tentar passar no
CUn a proposta de institucionalização dos campi sem nenhuma
discussão de vulto com a comunidade universitária. Ou quando a
Reitoria articulou a aprovação de uma proposta de Bolsa Permanência
muito aquém das necessidades de permanência dos estudantes na
Universidade.
O
CUn é um espaço privilegiado para denunciar as condições ou a
falta de condições dignas de trabalho que vivenciamos
cotidianamente. Para dar visibilidade às denúncias das contradições
sustentadas por uma instituição hierárquica e feudal em que os
professores mandam e desmandam e nos vem como servos. Uma
representatividade de fato prescinde de uma participação efetiva
dos TAEs nos canais de discussão e decisão da instituição. Sem
portas!!! Avante TAEs!!!
Por isto, dia 5 de abril (TERÇA) vote:
CHAPA 7
para o CUn
Renato
Ramos Milis (titular)
Colégio
de Aplicação (CA)
Camilla
de Amorim Ferreira (suplente)
Núcleo
de Desenvolvimento Infantil (NDI)
CHAPA 2
para o CONSELHO de CURADORES
Brenda
Morelli Piazza (titular)
Pró-Reitoria
de Pós-Graduação (PROPG)
Luciano
Antonio Agnes (suplente)
Agência
de Comunicação (AGECOM)
sexta-feira, 18 de março de 2016
Sintufsc: a carcaça de um cadáver
Foto: Sintufsc
Por elaine tavares
Apesar de ser sempre muito difícil dialogar com a
truculência, não dá para deixar de ir às assembleias do Sintufsc. Afinal,
querendo ou não, é ali que se definem as lutas da categoria. Então, lá fomos
nós para a assembleia de quinta-feira (dia17). Os temas eram importantes para
toda a nossa categoria, quais sejam: adoecimento, assédio moral, direito à saúde
e ponto eletrônico. Nada da grande política, ainda que o Brasil esteja a arder.
Não esperaria coisa diferente de uma direção que jamais se dignou a discutir os
grandes temas do país com os trabalhadores. Por outro lado, na nossa vida
cotidiana isso é fundamental e interfere radicalmente na nossa existência.
Não houve análise de conjuntura, nem qualquer menção à
montanha russa política que vivemos, como se os trabalhadores da universidade
não tivessem nada a ver com isso. O debate se resumia aos pontos intestinos. A questão
era então fornecer, aos colegas que participam de comissões criadas pela
reitoria sobre esses temas apontados lá em cima, propostas saídas da própria
categoria. Importante lembrar que essas comissões foram criadas a partir de uma
negociação feita ainda durante a última greve.
Pois, como sempre, lá estava o show de horrores perpetrado
pelo nosso sindicato.
A direção do Sintufsc simplesmente negou legitimidade aos
colegas que estão nas comissões, porque eles não foram escolhidos em assembleia
do sindicato. Ora, as comissões são fruto de uma batalha de greve, construídas
em parceria com estudantes e professores, porque afetam todo mundo. E foram
aprovadas em uma assembleia universitária, instância política máxima da luta
dentro da UFSC. Se não há uma legitimidade legal, por não ser uma assembleia
específica da categoria, há uma legitimidade política, na medida em que
estávamos em greve. Uma greve na qual os trabalhadores haviam sido praticamente
abandonados pelo sindicato, que inclusive, não quis participar da assembleia
universitária. Ou seja, o Sintufsc, ao não participar da assembleia
universitária, deu aos trabalhadores TAEs organizados – e que participaram da
AGU - a legitimidade de levar adiante o
que foi discutido.
Pois nessa manhã de fim de verão, no velho discurso
rancoroso contra os próprios trabalhadores (que são apontados como `a oposição`),
a direção do sindicato insistiu que se não tinha um representante do Sintufsc
na comissão, não deveria ser fornecida nenhuma informação e não seria reconhecida
a tal da comissão. Ou seja, danem-se os trabalhadores e seus problemas. É tudo
uma questão de ter ou não alguém da direção na comissão. Ora, se já tem ali
trabalhadores TAEs, porque não respaldá-los? A proposta que fiz foi justamente
essa. Que o sindicato assuma então a luta junto com os trabalhadores e chame os
colegas que estão nas comissões para uma discussão conjunta. Vamos trabalhar pelo
bem dos trabalhadores. Vamos fazer grandes discussões, chamando gente que está
por dentro da temática da saúde e do assédio moral, construindo políticas que
garantam uma vida saudável e plena ao técnico-administrativo. Vamos nos unir
pelo bem comum.
Mas, não. Temos de ouvir os argumentos mais pífios, de uma
política mesquinha e redutora, que leva toda e qualquer fala para o campo das “eleições”,
como se todos os trabalhadores fossem como eles, buscando o poderzinho das
instituições. A coisa foi tão medonha que a direção sequer encaminhou qualquer
proposta. Simplesmente definiram que os membros das comissões não representam a
categoria – porque não escolhidos pelo Sintufsc - e ponto final. Nada de juntar
forças, nada de construir políticas que pensem e avancem na questão da saúde,
do assédio e do ponto eletrônico. Nada de fazer autocrítica pela forma como
mutilaram e atrapalharam a última greve. Nada de nada. O sindicato dos
trabalhadores da UFSC – de tantas histórias de luta - hoje é um cadáver, incapaz de dar
respostas - mesmos as mínimas – para os
problemas reais dos trabalhadores.
Ao final da assembleia, tudo o que se decidiu foram os
representantes para a plenária em Brasília, coisa que nem estava na pauta. Sobre
o adoecimento, a saúde, o assédio moral e ponto eletrônico: Nada. Os trabalhadores que esperem pelas maravilhas
que serão oferecidas pelo novo reitor e sua trupe – da qual faz parte a maioria
dos dirigentes sindicais.
quarta-feira, 16 de março de 2016
O que significou a chapa para representação dos TAEs nos Conselhos “Superar e Construir: agora é CUn TAEs”?
Em 2013, a eleição para representação dos TAEs no Conselho Universitário (CUn), Conselho de Curadores (CC) e Comissão Interna de Supervisão de Carreira (CIS), significou um dos inúmeros pontos de inflexão na história da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e foi a consequência positiva de: 1) mais de uma década de abandono político e propositivo das cadeiras do CUn; 2) da necessidade de reformulação da CIS pois, desde sua criação enquanto órgão para os TAEs, estava “morta” na UFSC e; 3) da importância de questionar as contas universitárias no CC a partir de noções democráticas.
Assim, naquele ano,
pela primeira vez, e contando com mais de 50% de TAEs votantes, a totalidade
das cadeiras nos órgãos de representação máximos da Instituição esteve nas mãos
do polo democrático de esquerda, o que representou uma virada significativa na
relação de subserviência tradicional dessas representações, que, quando tinham
algum significado político para a categoria, era só em protoformas de luta,
para os TAEs acreditarem que existia alguém os representando de fato. A missão
do novo bloco de representações era superar em qualidade todas as
representações anteriores que a categoria havia elegido e construir a
possibilidade de intervenção verdadeira dentro dos órgãos superiores da Instituição.
Enquanto na CIS as
decisões estão no poder democrático dos TAEs, no CC e no CUn, somos uma
esmagadora minoria, menos de 15% das representações dos membros.A verdade é que
a Universidade não é democrática. Sua estrutura de poder e seus regimentos
internos pouco mudaram desde que a antiga UFSC serviu de modelo de instituição
do regime militar. Por isso, as limitações
são enormes para a atuação dos TAEs nessas esferas.
É verdade que pensadores brasileiros na área da
educação visualizam a estrutura de poder das universidades como um “processo cujo
núcleo se radica na apropriação do aparelho universitário por uma burocracia
cujo compromisso principal não é com as classes subalternas que financiam a
universidade, mas sim, com seus próprios interesses mesquinhos da camada social
privilegiada em busca de enriquecimento.” (BRAGA e BIANCHI, 2015)[1]. Ao invés de
silenciarmos frente àqueles que se apropriam da Universidade como se fosse sua,
realizamos uma verdadeira epopeia para desmistificar os interesses por detrás
da máscara da democracia e do diálogo.
Membros do bloco representativo e apoiadores da
chapa Superar e Construir
realizaram intervenções que colocaram em xeque os ditos “interesses
institucionais”, realizando verdadeiras desmistificações sobre a não implantação
da jornada de 30 horas semanais com 12 horas de atendimento diário aos usuários,
a falta de transparência das fundações de apoio, a cessão do terreno
universitário para as obras municipais na rua Deputado Antônio Edu Vieira, a
não institucionalização democrática dos Campi,
a ausência do voto universal formal e a aprovação da EBSERH. Esta última ação
da Reitoria, inclusive, desconsiderou completamente a opinião da comunidade
universitária que foi às urnas dizer NÃO à EBSERH (cerca de 70% de votos
contrários), originando uma das maiores gafes protagonizadas pela atual gestão:
uma sessão do Conselho Universitário dentro da Polícia Militar, se assemelhando
perfeitamente ao regime militar ditatorial, e demonstrando na prática, mais uma
vez, que a UFSC não é democrática.
Junto com a CIS,
realizamos uma verdadeira batalha dentro e fora dos muros institucionais, em
conjunto com os TAEs, na primeira greve local, contra as Portarias Normativas
40 e 42, que instituíram o registro de assiduidade positivo e buscaram punir os
trabalhadores por almejarem uma universidade democrática que não fosse
construída sobre a estrutura neopatrimonialista herdada da ditadura.
No CC, por exemplo,
forçamos a cobrança das devidas taxas das fundações que elas têm que,
obrigatoriamente, repassar à UFSC, além de aumentarmos a transparência do que
ocorre nas sessões (até então, mal se sabia quando ocorriam!), e de questionarmos
as lacunas para a compra do prédio Santa Clara e, também, as lacunas
encontradas nas prestações de contas e relatórios anuais de gestão.
Mas a maior efervescência
política representativa foi, de fato, no CUn, onde travamos verdadeiras
batalhas pela transparência e legalidade nos atos da Instituição. Se não
conseguimos o que queríamos em sua completude, ao menos, forçamos as estruturas
e representantes do neopatrimonialismo a cederem em inúmeras ocasiões e, desta
maneira, pudemos alcançar o status de uma esmagadora
minoria que virou uma minoria esmagadora.
Vimos pessoas
“mudarem de lado”, e observamos tudo que o poder e a dedicação em possuí-lo e
mantê-lo causa a muitos, que antes se diziam de esquerda, e depois, sequer se
envergonhavam por defenderem a supremacia docente e a resignação dos TAEs.
Infelizmente, na
esteira das mistificações da realidade, a gestão atual do SINTUFSC promoveu
alterações em seu Estatuto e no plano de lutas, quando retiraram do último
plano a luta histórica pelo voto universal e a auditoria da dívida pública, e,
ao mesmo tempo, já prevendo a aprovação da EBSERH com dois anos de antecedência
à aprovação no CUn, criaram uma margem para a assimilação estatutária dos
trabalhadores da Empresa.
O significado da
chapa “Superar e
Construir: agora é CUn TAEs”, não é um significado
estanque, preso nos tempos da “gestão Roselane Neckel”; é um movimento que
transcende, sendo uma necessidade objetiva de que os trabalhadores das
instituições públicas do país têm de fazer frente aos avanços de apropriação do
bem público, pela recomposição das instituições e de seus
trabalhadores em seus aspectos remuneratórios, democráticos e de transparência.
Agradecemos por todos os votos que recebemos em 2013!
Chapa Superar e Construir: agora é CUn TAEs
Carta de princípios: http://taeslivres.blogspot.com.br/p/carta-de-principios.html
________________________________________________________________
[1] BRAGA, Ruy e BIANCHI, Álvaro. Dossiê: a Universidade em crise – dilemas, desafios e perspectivas.Entre duas ameaças: a burocracia e a mercantilização da Universidade. São Paulo: Editora Boitempo, 2015.
quarta-feira, 2 de março de 2016
ASSEMBLEIA DIA 17/03, ÀS 9H, NA REITORIA I
Dia 17/03, quinta-feira, às 9h, no auditório da
Reitoria, ocorrerá mais uma assembleia geral, com
pauta específica, para discutir as recentes portarias da Reitoria que
criaram quatro comissões sobre:
- Portaria n. 2264, de 22 de dezembro de 2015
– estudos e acompanhamento sobre adoecimento de servidores;
- Portaria n. 94, de 19 de janeiro de 2016 - apresentar
os requisitos para a implantação de um sistema eletrônico de registro de
assiduidade e pontualidade;
- Portaria n. 142, de 25 de janeiro de 2016
– propor uma política para combate ao assédio moral na UFSC;
- Portaria n. 310, de 23 de fevereiro de 2016 – elaborar
proposta de política institucional de educação infantil e de creches.
Abaixo, seguem as portarias na íntegra:
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
ASSEMBLEIA GERAL DIA 18/02 - A representação dos TAEs nos Conselhos
O SINTUFSC convocou assembleia para esta quinta-feira, 18/02, às 9h, no
auditório do Sindicato, com pauta específica: A REPRESENTAÇÃO DOS TAES NOS
CONSELHOS UNIVERSITÁRIO E DE CURADORES.
As eleições para escolha dos
novos representantes deveriam ter ocorrido em abril do ano passado. A Reitoria
cancelou o processo eleitoral devido a erros nas normas e nunca mais reabriu.
Passado um ano de mandatos pró-tempore
(cuja decisão foi unilateral da Reitoria), em situações precárias para a
representação, os representantes dos TAEs no Conselho Universitário renunciaram
após a decisão da reitoria em realizar a votação da EBSERH dentro da polícia
militar. Isto foi a gota d’água! - (Ver matéria em http://taeslivres.blogspot.com.br/2015/12/cun-e-hora-de-partir.html)
Estamos sem representantes no CUn
(além dos que renunciaram, outros estão afastados por questões de saúde ou se
aposentaram), e as representantes que permanecem no Conselho de Curadores ainda
atuam, mas também em condições precárias. E a Reitoria continua se fazendo de
sonsa e não convoca novas eleições...
Vamos à assembleia discutir esta
questão e exigir convocação das eleições, seja pela Reitoria ou pelo próprio
SINTUFSC.
Vamos lá, colegas!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
“Oh, e agora? Quem poderá nos defender?”
Vivemos uma situação peculiar em nossa Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC). Trata-se da forma como não foi aceito o resultado das eleições
(consulta informal) para reitoria da UFSC por alguns professores filiados à
Apufsc.
É sabido que esses professores promoveram um abaixo-assinado exigindo
que a consulta informal se desse no modelo 70/30, ou seja, 70% de peso dos
votos para os docentes, e 30% para técnicos e estudantes. Também é sabido que a
Apufsc se recusou a participar da comissão eleitoral após o Conselho
Universitário ter aprovado que a consulta se daria no modelo paritário, e
entrou na Justiça requerendo nulidade da decisão do CUn. Então, promoveu
sozinha uma votação paralela (mais informal ainda).
Não satisfeitos, no mês de dezembro, escreveram carta aberta ao
Ministro da Educação[1],
lamentando que “teremos como Reitor para os próximos 4 anos um candidato eleito pelos
servidores e que, em sua campanha, defendeu a bandeira das 30h para os STAE e a
participação paritária nas decisões de uma universidade.”
Eis que, no mês de janeiro deste ano, a ação judicial promovida pela
Apufsc foi julgada IMPROCEDENTE.
Diante de tamanha insistência em desconsiderar a escolha democrática do
novo reitor, e de tentar a todo custo garantir que o seu candidato seja o
“escolhido”, evidentemente numa tentativa desesperada em manter o
conservadorismo nesta Universidade, nos resta questionar se ainda há mais
alguém a quem a Apufsc irá recorrer, ou, quem sabe, recorrerá ao Chapolin
Colorado.
[1] A carta pode ser consultada na
íntegra em: http://www.apufsc.org.br/Artigos.aspx?mode=detail&RowId=HupxFormContentID=6764&HupxFormContentID=6764&HupxFormContentType=1
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